domingo, 1 de janeiro de 2012

2012! E agora?




2012


2012 bênçãos de Deus-Pai/Mãe!

2012 graças de Cristo Jesus!

2012 dons do Espírito Santo!

2012 ternuras de Maria. nossa Mãe!

2012 dias de luz a vencer as trevas!

2012 noites de luar e de estrelas!

2012 sonhos a realizar!

2012 razões para viver!

2012 sorrisos a partilhar!

2012 flores para regar!

2012 perdões a oferecer!

2012 oportunidades para ser feliz!

2012 esperanças para vencer a crise!

2012 caminhos para ser solidário!

2012 futuros a conquistar!
2012 abraços de Paz e Bem!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Santa Maria, Mãe de Deus

Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno. (Lc 2, 16-21)

Caros amigos e amigas, no início de cada ano civil, formulamos mutuamente votos de “feliz ano novo”, mas talvez continuemos a lançar mão de critérios velhos, para uma vida sem novidade. Maria pode ajudar-nos a encontrar o caminho: é n’Ela que se concretiza uma nova era para o mundo… através da simplicidade da sua obediência.

Encontraram Maria, José e o menino
Ao anúncio segue-se a procura. Na pressa dos pastores, que reflete a esperança viva de quem acredita, pressa que Maria já tinha experimentado quando procura a sua prima Isabel, está a sede do encontro e este acontece. Os pastores encontraram o que procuravam, talvez mais do que esperavam: Maria, José e o menino, envoltos em simplicidade e ternura. Da contemplação do mistério emerge a necessidade da partilha. A admiração é a resposta ao mistério porque não há palavras que contenham tal luz, e a notícia faz-se vida, constrói história, porque Ele se aproxima, habita em nós.

Maria conservava todas estas coisas
Maria contempla o invisível com os olhos do coração. É assim que ela reage ao mistério que a penetra, ser mãe do menino-Deus. Só um coração simples e disponível pode abarcar tal grandeza, de um Deus que se faz carne e constrói a sua tenda no meio de nós. Maria é essa tenda, que acolhe e conserva… As coisas de Deus são ponderadas no coração de Maria, refletidas, pensadas, questionadas. O ser de Maria não fica indiferente à presença de tão misterioso hóspede. É nesse coração de mãe que as “coisas de Deus” se conservam, se ponderam… temos que aprender com Maria a conservar, a ponderar, a dialogar com o mistério que nos abraça e quer nascer de nós para o mundo. Urge sermos conservadores da graça, não como possuidores passivos da mesma, mas como geradores de amor para o mundo sedento de afeto.
«O que torna a figura de Maria tão próxima de cada um de nós é a sua surpreendente docilidade àquilo que ainda não sabe ou não compreende mas vai “ponderando-as no seu coração”. Esta é uma mulher que se admira com as palavras grandiosas, que não percebe o que Jesus diz, que tem a coragem de pedir o que mais ninguém se lembra, que pratica o protagonismo do silêncio e da fé, que avança sem ver, que permanece na dor com a mesma entrega realizada na consolação e na luz. Não é uma super-mãe. É uma mulher cheia do Espírito.»

Maria, mãe
Deus precisou de uma mãe… de um seio que O acolhesse, de uns peitos que O amamentassem, de uns braços que O envolvessem, de umas mãos que O acariciassem. Deus precisou de uma mãe… de uns olhos que O procurassem, de um coração que O esperasse, de uns pés que O seguissem…até à cruz. Deus precisou de uma mãe… de uma mãe que precisasse também dele… E como Deus só sabe amar…partilha também connosco aquela que O acolhe.
Eis a tua mãe… todos precisamos de um seio materno que nos acolha na gestação da história que está para além do tempo e do espaço. É em Maria que encontramos o abraço materno de Deus.

VIVER A PALAVRA
Como Maria, quero cultivar um coração que escuta e uma fidelidade que obedece.

REZAR A PALAVRA
Maria, Mãe! A Tua maternidade é o lugar do encontro de Deus com a (minha) humanidade, deixa-me entrar no teu segredo e olhar-te desde um coração de criança.
Quero indagar, na eloquência do teu silêncio, a inteira disponibilidade para a escuta.
O Teu interior, fecundado pelo Espírito, ensina-me a aptidão para a germinação da Palavra.
A tua humildade canta para mim a suave alegria de crer,
estimula-me a ousadia da esperança, mostra-me a origem e a força da caridade.
Maria, o teu olhar atento e vigilante, saciado de sinais, está cheio de Deus!
Tu a feliz, volve o teu olhar para o nosso mundo e irradia nele o odor da bem aventurança.
Tu que és a pedagoga de Jesus, o Deus feito homem, ensina-me a tua fidelidade de discípula.
Tu que, com José, dás o nome a Jesus, mostra-O ao nosso mundo como o doce nome da Paz.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal B




No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.» (Jo 1, 1-18)

Caros amigos e amigas, celebramos o Verbo… no verbo nascer. Mas, quem nasce? É ainda Jesus, ou é cada um de nós? É Jesus que quer nascer em nós, que nos convida a nascer, a deixarmo-nos ser recriados n’Ele.

O Verbo… vida e luz, nascer e ver, princípio e plenitude.
O Verbo é o princípio que nos franqueia o espaço para nascer. Nascer carrega intensamente o dinamismo da vida, pois aponta para uma ruptura constante com a morte. Celebrar o Natal de Jesus é um convite a nascer. É maravilhoso poder ainda hoje nascer, qualquer que seja a nossa idade. Uns capítulos mais à frente João narra-nos como Nicodemos ficou abalado com esta revelação. Jesus liberta-nos do pacto com uma “vida” viciada, que adormece na rotina e na insensibilidade, uma vida que se alimenta apenas na carne e no sangue... no imediato, na caducidade.
É também um convite a ver, porque o Verbo é a Luz. Sendo Deus e fazendo-Se nosso irmão, Ele escreve nos nossos olhos o reconfortante rosto de Deus que é Pai. Ele ilumina a penumbra dos nossos critérios e revela-nos a consumação da nossa humanidade peregrina: Ele mesmo, que é a plenitude.

A luz brilha nas trevas mas as trevas não a receberam
Este é o contundente drama da nossa humanidade! A habituação às sombras da arbitrariedade, torna-nos insensíveis ao esplendor da Verdade. O discípulo amado explica-nos que a Palavra Criadora entra nas entranhas da sua própria criação. É um movimento de humildade o deste Deus que desce... até nós, a ponto de assumir a nossa carne, como um inefável dom e, incrivelmente, é obsequiado com a rejeição. Como é possível que seja encarado como um estranho Aquele que conhece a composição orgânica das nossas células e o arcano dos nossos pensamentos? Como é possível que o contraste da Luz não intimide as trevas? É só possível porque em cada um de nós existe essa cega obstinação que nos encerra num nocturno eu, que tende a defender-se da denúncia da Luz, da Verdade. Porém, Deus não usa os nossos métodos drásticos, antes detém-se junto do nosso ser, com a paciência e a perseverança de um apaixonado.
Celebrar o Natal de Jesus é escutar de novo, desde os antros da noite, uma serenata amorosa por parte deste Deus pedinte que pede licença para entrar no que é seu, que suplica o que lhe pertence. Este delicado Deus que não conquista pela força mas investe em nos ganhar através do poder do amor.

E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós
Habitou. Mas ainda habita. A Palavra Criadora pode ser exalada na nossa própria carne quando deixamos que Ele a assuma, que Ele encarne de novo no âmago da nossa vida. Desde o alfabeto das nossas possibilidades, na ortografia dos nossos gestos, nos fonemas das nossas obras, pode Deus manifestar a eloquência da salvação. Todo o meu ser pode falar (de) Deus; Ele tem, em mim, uma mensagem a proclamar!
Celebrar o Natal de Jesus é deixar que a nossa carne se torne numa manifestação do Verbo, é possibilitar que Jesus anuncie, hoje na minha vida, o vigor e a beleza do seu Evangelho!

VIVER A PALAVRA
Vou oferecer Cristo como presente de Natal a quem me rodeia.



REZAR A PALAVRA
Senhor,em Ti está o princípio, o tempo, a história... o amor.
Desces ao meu encontro e reclamas, em mim, uma morada para o Teu mistério.
Sou filho do Teu amor, Senhor. Pedinte da Tua vida e verdade, tabernáculo da Tua luz,
que não consigo reter, de tão brilhante que é, nas paredes débeis da minha tímida vontade.
Senhor, o Teu amor fez-se carne, habitas em nós. Como não poderei cantar este encontro?
Senhor o Teu amor é Palavra que abraça, como não poderei gritar esta aliança?
Louvo a Tua humildade que recria e inquieta...ontem, hoje e sempre é Natal!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

IV Domingo Advento B

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». (Lc 1, 26-38)

Caros amigos e amigas, o Evangelho de hoje convoca-nos a escutar a Esperança e, como aquela jovem admirável de Nazaré, a sorrir a um Anjo. A cena da Anunciação é uma narrativa profundamente bela e uma novidade total na Bíblia. Todo o texto é composto em função do mistério de Cristo, a que Maria responde com disponibilidade total.

O imperativo da alegria: Alegra-te, ó cheia de graça
A absoluta iniciativa de Deus surpreende a humanidade. A saudação da voz vinda do céu, a do Anjo Gabriel «alegra-te ó cheia de Graça» = «tu que recebeste de graça» é uma palavra de bênção, que se tornou realidade em Maria e transformou a sua vida. Maria é definida pela sua essência de criatura harmoniosa e bela. A fé é dar atenção a quem nos chama pelo nome e espera uma resposta.
A reacção de Maria é natural e humana em dupla direcção: emotiva e racional. A pergunta que faz, toca o coração do mistério: «como é que vai ser isso, se eu não conheço homem?». O mensageiro responde: «a Deus nada é impossível». Diz, com efeito, que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Nenhuma palavra criadora é impossível a Deus. Eis a serva. “Eis-me aqui”. A palavra nasce do silêncio. O Anjo sai em silêncio. Aqui começa o grande desafio da fé. Maria na fé é o exemplo de quem procura Deus «na noite da fé» (Santa Teresa do Menino Jesus). Ela evangeliza com toda a sua pessoa e confia plenamente Naquele que nela confiou, pois só a confiança pode conduzir ao Amor.

O encontro com o mistério muda a vida
Depois deste mistério da anunciação, Maria é uma pessoa a quem foi entregue um grande segredo que mudou a sua vida. É um segredo de alegria, mas também de dor. A toda bela e cheia da ternura desmesurada de Deus, mostra-nos o evangelho da Esperança, e acompanha-nos sempre, para que a conversão do coração seja autêntica em nós.
Na Anunciação ela torna-se verdadeiramente templo, habitação de Deus. A jovem de Nazaré aparece como a amada e serva do Senhor, Virgem e Mãe. Figura singular, Ela reassume o antigo e antecipa o novo. A sua identidade está ligada à sua feminilidade e à sua maternidade. Tudo acontece na esfera do Espírito Santo, que é a fecundidade de Deus, a potência geradora do Pai. Maria foi a primeira a beneficiar dos frutos da obra da Redenção, tornando-se a imagem e o modelo, segundo o qual Deus quer refazer o rosto da humanidade.

Maria, a jovem da Páscoa
Na Anunciação, o Senhor revestiu de eternidade o tempo. Aqui antecipa-se o mistério total de Cristo realizado na sua Páscoa. A Deus nada é impossível, mas nós podemos fazer todo o possível. Na anunciação acontece a possibilidade do impossível. Aqui a vida aparece como uma fonte inesgotável de surpresa. A vinda da Palavra dependeu da palavra da jovem Maria.
Como Isaías, Maria diz o seu Eis-me aqui. A alegria da fé é submeter-se livremente à palavra escutada, por a sua verdade ser garantida por Deus, que é a própria verdade. Desta obediência, o modelo que a Sagrada Escritura nos propõe é Abraão. A sua realização perfeita é a “cheia de graça”.

VIVER A PALAVRA
Quero sentir-me visitado(a) por Deus e portador(a) do divino hóspede.

REZAR A PALAVRA
Senhor, a Tua eternidade visita o meu tempo tão banal, no assomo de cada surpresa!
Vozes de anjos musicam cada detalhe, cantam a tua anunciação em cada encontro!!!
O perfume da tua tocante presença inebria de júbilo a monotonia de cada repetição.
Fazes florir a terra, na humildade de cada sinal e brilhas no milagre de cada sorriso.
Meu Deus, quero encontrar na atenção de Maria a porta que te disponibilize o meu ser;
Quero beber da fecundidade de Maria a confiança e a ousadia que geram a Esperança;
Quero colher do silêncio de Maria a serenidade e a fé em que cresças, Palavra Criadora!
Eis-me aqui, Senhor! Faça-se em mim, segundo a Tua Palavra!