domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
I Domingo ADVENTO C
Naquele tempo, disse Jesus aos
seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra,
angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens
morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as
forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa
nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende
cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela
intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos
surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que
habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que
possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do
homem».
Caros amigos
e amigas, a caminho do Natal, este primeiro Domingo do Advento coloca-nos
perante a perspetiva de um Deus que “nasce” das entranhas do nosso quotidiano.
É um Deus que não está longe, é o Deus connosco, o Emanuel.
Sinais
no sol, na lua e nas estrelas
Este texto não é um manual de procedimentos perante
catástrofes eminentes, nem um tratado científico sobre a finitude das forças
cósmicas. É antes poema de amor de um Deus que semeia sinais de Si mesmo em
todas as esquinas, que Se declara nas fontes de luz, que dança no firmamento e
que nos convida a comparecer à sua presença, indicando-nos a segurança do
caminho. Mas parece que o Senhor nem sempre tem hipótese de comunicar connosco!
Andamos tão distraídos que nem ligamos aos sinais subtis que se derramam nos
detalhes da trivialidade. Depois vêm alguns sinais mais “sonoros” e esses
dão-nos medo. Geralmente, tudo o que sai do comum vem destabilizar. O ser
humano “morre” de susto perante os “abalos” daquilo em que punha a sua segurança,
daquilo que parecia estável. Quantas vezes nos atrofia o receio, quantas vezes
o medo nos subjuga, quantas vezes a constatação da realidade nos paralisa e até
as previsões do que ainda não aconteceu nos fazem sucumbir! Mas o susto não é
coisa que mereça a nossa morte. O Senhor não quer que os seus discípulos sejam medrosos,
daqueles que, perante os sinais, ficam paralisados pelo susto. Ele convida-nos
a acolher os sinais, como leitores vigilantes…
Erguei-vos
e levantai a cabeça
Não podemos continuar a pasmar, leais à ditadura de
tantas constatações, refugiados no túmulo do pessimismo. Os leitores dos sinais
de Deus são como terra que se deixa arar e semear por um presente recheado de
possibilidades, são visionários de uma história fecundada pelo amor de Deus. Ele
vem, porque Ele está. O título de Filho do homem proclama a sua admirável consanguinidade
connosco, a sua solícita presença… a partilha de um poder e de uma glória só entendidas
através de uma vigilância promovida pelo amor.
Erguer-se e levantar a cabeça é a atitude viva dos que
não se deixam amarfanhar pelo susto. O ícone do Filho do homem é um sol que
ilumina todas as realidades da vida, é a fonte de luz que não falha, é o sinal
que nos sustém a esperança, que nos alimenta o sentido da caminhada. Jesus é o
Deus-connosco, Aquele que recapitula em si o sonho de transpormos os nossos
limites, é Aquele que guarda as coordenadas da nossa plenitude; Ele é a força
subtil e imprevista que, entretanto percebida, tem poder para libertar a luz
que dorme no resguardo do nosso medo.
Vigiai
e orai em todo o tempo
O requisito mais eficaz para a vigilância é o amor. O vigilante
nunca pode morrer de susto, pois aprende a ler os sinais. O vigilante não se
torna pesado, subjugado pela realidade, atado pelas expectativas, mas é capaz
de elevar as expectativas até à leveza da Esperança, pois vive com sentido… o
vigilante tem os olhos abertos ao bem absoluto e, na massa da história, onde a dor
e a fealdade se insinuam, ele distingue o que é decisivo, descortina o filão da
Beleza e segue-a, desde a fonte até ao mar, ainda que na sua carne doam as feridas
de um mundo corruptível.
A última frase do texto revela-nos a divina “astúcia” do
Senhor que, decisivamente, o que pretende é preparar-nos e convidar-nos a
“aparecer” diante d’Ele! Com que enlevo Ele deseja o nosso advento aos seus
olhos, Ele prepara ardentemente o encontro! Amigos e amigas, vigiar a aparição
do Senhor à nossa vida não é senão preparar a nossa aparição aos olhos d’Aquele
que mais nos ama. E não é para amanhã. O fim do mundo não é amanhã; o que vigio
é o constante hoje, o advento de Cristo para ser acolhido na minha vida. E isto
é Evangelho!
VIVER
A PALAVRA
Vou cultivar a atenção aos sinais
da presença de Deus na minha vida.
REZAR
A PALAVRA
Senhor,
do meu coração pesado de quereres, preso por vontades e ferido pela agitação,
deixo
brotar a simplicidade de uma lâmpada atenta aos Teus sinais.
Neles quero escutar o Teu vir e saborerar a Tua
presença libertadora.
Senhor,
na lama das preocupações do tempo, no cinzento da angústia solitária,
deixo
brotar a coragem de um constante reerguer, contemplo o alto como meta
e
aprendo a espera, na confiança de que desejas habitar-me e quebrar as cadeias.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
XXXIV Domingo Comum B - Cristo Rei
Naquele tempo, disse Pilatos a
Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou
foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou
judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que
fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino
fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que
Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe
Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para
isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que
é da verdade escuta a minha voz».
Queridos amigos, com a Solenidade
de Cristo Rei, termina o Ano Litúrgico B, na certeza de que Cristo é o centro,
o Rei Universal. Nele, somos convidados a escutar a Sua Palavra e a pô-la em
prática, construindo um reino de paz e de bem. Neste domingo ingressemos com
coragem num novo Reino, aquele que é proposto por Cristo Rei!
Tu és o Rei dos
judeus?
Os
caminhos de Deus, nem sempre são os caminhos do Homem. Celebramos a festa de
Cristo Rei, com uma passagem da Paixão do Senhor. Pode, na eminência da morte,
celebrar-se a realeza de alguém? No diálogo com Pilatos, o Senhor revela-se,
ajuda-nos a tocar o Seu mistério e a acolher a verdade da Sua missão.
Jesus
não quis ser rei. Não quis, nem quer mandar, apenas propor. Não quis, nem quer
dominar, apenas servir. Não quis, nem quer subjugar, apenas ajudar a levantar.
A realeza de Deus questiona os nossos modelos de poder. Ele não deseja ser um
chefe político. Cristo quer apenas reinar no nosso coração, não como ditador,
mas como amigo, irmão, companheiro de viagem.
Jesus é
um Rei que lava os pés aos seus discípulos, que percorre as ruas para tocar os
pobres e beijar os doentes. Jesus é a imagem do poder de Deus que escuta,
ampara, consola e se dá…
O meu reino não é
deste mundo
Pilatos
quer saber o que Jesus fez para chegar a esta situação. Um rei, não pode ser
entregue à morte, não pode permitir a mentira, a injúria, a dor...Também nós
fazemos perguntas a Jesus, interrogamos a Sua forma de atuar. É aqui, na sede,
na procura da verdade, que Jesus faz uma catequese sobre a Sua forma de reinar.
O reino
de Jesus é diferente dos reinos deste mundo, está marcado pela verdade. Este
reino não se identifica com os poderes triunfalistas que conhecemos, mas com os
valores mais profundos do Evangelho.
A moeda
deste reino é a gratuidade, a bandeira é o amor, o hino é o Evangelho e o
exército é formado pelos humildes. As armas dão lugar aos braços para acolher,
os muros transformam-se em pontes para unir. A diferença é estímulo para a
comunhão e a linguagem comum é a força do Espírito.
Vale a
pena pertencer a este reino, ser pedra viva de um templo sempre em construção.
Todo aquele que é da
verdade escuta a minha voz
Sim,
Jesus é Rei, para isso nasceu e veio ao mundo, a fim de dar testemunho da
verdade. Propondo um reino diferente, Cristo Rei do Universo, é a verdade, a
transparência do amor. Não uma verdade como ausência da mentira, mas a encarnação
da essência de Deus amor.
Só os
que estiverem abertos à verdade poderão acolher esta proposta de pertencer a um
reinado diferente dos do mundo. Só os que estiverem abertos à verdade poderão
escutar em profundidade a catequese criativa do amor que deseja construir em
cada coração um altar. Só os que estiverem abertos à verdade, poderão entender
a mensagem do Senhor que é Rei. Só estes farão parte do reino.
Não nos
é indiferente este reino, num mundo cheio de propostas ditatoriais, mesmo que
discretas. Ansiamos a fraternidade, pois compreendemos que as escadas do poder
só separam e subjugam. Precisamos acreditar neste Rei manso e humilde de
coração e crer que nasce já em nós esta semente do Reino.
A feliz
esperança num Reino de amor, não pode ficar guardada nas gavetas da nossa vida
pessoal como uma verdade passiva que não nos transforma. Urge sair para a rua,
ser soldado do reino em que acreditamos e gritar a novidade do Espírito em cada
gesto. Precisamos de mapa, de um guia, de uma norma para fazer parte deste
reino? Procura o Evangelho e descobrirás a verdade!
VIVER
A PALAVRA
Quero
abraçar, de uma forma sempre nova, a causa do amor, bandeira do Reino de
Cristo!
REZAR A PALAVRA
Senhor, Rei do amor que me abraça, mestre do perdão que me conforta,
caminho para a santidade que procuro, verdade única que me sacia e vida
abundante que não tem fim.
Senhor, Rei do amor que me transforma, fonte de sabedoria que
anseio, modelo de
serviço e humildade, pastor atento que me guia e luz da história
que constróis em mim.
Senhor, Rei do amor que me convida, força e certeza para o
caminho, água e frescura
nas minhas sedes, grito de paz e de esperança. Senhor, Cristo
Rei, quero ser teu servo!
Assinar:
Postagens (Atom)

