quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

III Domingo Quaresma C




Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores  do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’ Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».

Caros amigos e amigas, o Evangelho levanta sérias questões perante o sofrimento. E também nos convida a um caminho de conversão, alentados pela esperança de um Deus seduzido pelos frutos do nosso coração.

De quem é a culpa?
Que fiz eu para merecer isto? Quem é o responsável pelo sofrimento? Porque é que Deus permite a morte dos inocentes? Onde estavas, Deus? Tantos porquês sem resposta, diante dos dramas e tragédias humanas, principalmente no dia em que a dor incompreensível nos desfigura a alma. Contudo, se não encontrarmos um culpado ou uma justificação, preferimos que a culpa morra solteira…
O que acontece, na minha vida e na crónica de todos os dias, não pode ser atribuído impunemente à vontade de um Deus que se serviria dos acontecimentos para premiar ou castigar. O sucesso e o triunfo não são um sinal evidente de bênção de Deus, assim como uma desgraça, um luto, um acumular de sofrimentos não podem ser lidos como castigo dos pecados.

“Se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo”
Parece-nos evasiva a resposta de Jesus. Contudo, Ele não vê nas tragédias o dedo justiceiro do Criador. Não é Deus que arma os Pilatos desta terra, derruba torres ou acrescenta sangue ao sangue já derramado. A vida não acontece na sala de um tribunal, nem Deus desperdiça a eternidade em vinganças.
Perante os acontecimentos terríveis, Jesus convida-nos a olhar para dentro e interroga a responsabilidade de cada um. A verdadeira pergunta não é onde estava Deus, naquele dia? mas, onde estava o homem?, onde estava eu?. Na verdade, a dor não pede justificações, mas partilha; o sofrimento não procura culpados mas irmãos que saibam estar, como Maria, junto às infinitas cruzes da terra onde Cristo é ainda crucificado. De uma coisa temos a certeza: Deus está presente, “potente como o amor, impotente como o amor. Porque pode apenas aquilo que pode o amor” (Ronchi).
Se o homem não muda, se não segue outras estradas, se não se converte em construtor de paz e liberdade, então esta terra caminha para a ruína, pois alicerçada nas areias da violência e da injustiça. Se não nos arrependermos, morreremos! Talvez não no fragor dos desabamentos, mas no drama silencioso da infertilidade, na tragédia de uma vida sem sabor, no deserto de um coração ressentido e amargurado.

“Talvez venha a dar frutos”
Esta é a esperança de Deus! Um Deus que se contenta com um frágil e pobre “talvez”, movido pelo sonho de futuros frutos saborosos. Converter-se é acreditar neste Deus que não ameaça os servos de morte, mas onde o bem e a beleza possível do amanhã contam mais que a infertilidade de ontem. Há em gestação, em cada um de nós, sorrisos que iluminam, mãos que abraçam, pães que se partilham, cruzes que se carregam, dores que se segredam, confidências que se comungam… Há em cada um de nós sementes capazes, na persistência e no trabalho incansável do amor, de fecundar milagres.
O Deus de Jesus não resolve as coisas com uma varinha mágica, mas é Aquele que com a paciência do vinhateiro ama a sua criação, não se cansa de lhe querer bem, renuncia à tentação de arrancá-la. Um Deus sempre à espera que, no horizonte da estrada, reapareça o filho amado para o abraçar. E isso, caros amigos e amigas, é doce fruto do Evangelho!

VIVER A PALAVRA
Vou criar um estilo de vida alternativo aos códigos burgueses vigentes na sociedade.

REZAR A PALAVRA
Senhor, da teimosa esterilidade da minha entrega, grito a sede que tenho de Ti
e a urgente necessidade do Teu Sol, para aquecer minhas raízes frias e minha seiva
endurecida e estática. Questionas as minhas rotinas que confundem o valioso com o útil, o bom com o que me apetece, a felicidade com o bem estar. Só a Tua bondade pode
transformar o meu “sobreviver” em criatividade, o meu “desperdício” em muitos frutos!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

JEF e Bento XVI


Nas JMJ de Madrid, a JEF esteve bem perto de Bento XVI.
De coração grato ao Senhor, por tão especial instrumento de Paz e Bem, cantamos a alegria da missão e o mistério do amor de Deus que nos envolve!
Em nossos ouvidos ainda ecoa o grito dos jovens pelas ruas e metros de Madrid:
"Esta és, la juventud del Papa!"


2.ª Visita Pereira/Macedo

Na tarde do dia 24 de fevereiro, o secretariado JEF visitou os grupos de Pereira e Macedo, reunidos na Casa do Menino Jesus, em Pereira. Foi um tempo de formação cobre a Fé, como FÉ-rmento, na qual lembramos que somos enviados em missão na construção do Reino de Amor. O encontro terminou com um forte momento de oração, através da Lectio Divina, na capela da comunidade.




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

II Domingo Quaresma C



Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

Caros amigos e amigas, neste II Domingo de Quaresma somos convidados a passar do silêncio do deserto para a luz transfiguradora de Cristo. Somos ícones incompletos, criados à imagem e semelhança de Deus, com um belo coração refulgente, capaz de iluminar e ver mais além.

Do deserto ao Tabor
Jesus toma consigo três discípulos e sobe ao monte, ali onde o dia amanhece mais cedo e se pousa o último raio de sol. Ali, Ele faz resplandecer a existência, reacende a chama das coisas, faz luzir o amor, dá esplendor aos encontros. Ainda hoje, o Mestre nos convida também a passar dos nossos desertos para aqueles lugares de luz, de encontro, de beleza e harmonia. Mesmo se alternamos trevas e luz, sombras e sol, tentação e transfiguração, estamos destinados àquela beleza que une as pessoas, a lei, os profetas, a Escritura e o universo. A nossa vocação está em libertar toda a beleza que Deus colocou em nós. No caminho ascendente do Tabor, o rosto do outro é uma lâmpada que ilumina os meus passos quando, nas suas vestes e na sua vida, descubro sementes de ressurreição.

“Como é bom estarmos aqui”!
Sim, é bom estar ali onde o mistério da pessoa brilha e ilumina, onde as palavras revelam os tesouros do coração, onde a Palavra chama, faz existir, floresce a vida e a torna bela.
Sim, é bom estar ali onde o céu encontra a terra, onde o tempo se enamora da eternidade, onde a história converge toda num momento. É belo estar ali onde Deus e o homem se descobrem, onde a fragilidade humana vê a glória divina, onde o Pai pronuncia intimamente o nome do Filho.
Sim, amigos e amigas, é belo estar aqui, nesta humanidade grávida de luz que se vai transfigurando! É belo ser de Cristo e saber que não é a tristeza a nossa verdade, mas é a luz. A partir do monte luminoso da alma, uma história de luz transparece no rosto de quem acolhe o tesouro do outro. A contemplação do rosto de Cristo, ícone da beleza de Deus, ensina-nos a beleza que salva o mundo!

Transfigurados na beleza do Amor
Como Pedro também nós gostaríamos de acampar na montanha das nossas solidões e preguiça, e não descer ao vale da vida para enfrentar o cansaço da conversão e o escândalo da cruz. Mas Jesus recorda que há sempre uma luz antes da escuridão, que há uma transfiguração antes da crucifixão, para que no meio de qualquer escuridão permaneça a experiência e a recordação da luz, da palavra e da presença de Deus.
Dos três discípulos, apenas João, nas trevas do calvário, procurará entrever, através dos furos que os pregos rasgaram, a luz gloriosa da ressurreição e, no corpo desfigurado do crucificado, verá pronunciar-se a sublime beleza de Deus. Naquela tarde, recordando a voz do Tabor, o discípulo amado reconhecerá nas palavras do centurião a verdadeira identidade do moribundo: “Ele é o Filho de Deus”. E isso, caros amigos e amigas, é Evangelho!

VIVER A PALAVRA
Procurarei moldar a minha fisionomia, segundo a beleza contemplada no Filho de Deus.

REZAR A PALAVRA
Ó Beleza, “sempre antiga e sempre nova”, o teu rosto proclama a minha sede
de encontro com a Luz e convoca a minha peregrinação rumo ao teu esplendor!
Mostra-me o rosto, chagado ou glorioso, que tem o segredo da minha plenitude.
Convida-me à intensidade da tua presença, atmosfera de memória e de profecia!
Abre-me os olhos e os ouvidos como a um discípulo dócil que vê e que escuta:
terei forças para desentorpecer o comodismo e retomar a estrada rumo a Jerusalém.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lectio Divina JEF e Seminário

Na noite de segunda feira, dia 19 de fevereiro, a JEF, em conjunto com o Seminário Menor de Bragança, orientou a primeira Lectio Divina proposta pelo Secretariado Juvenil da Diocese de Bragança-Miranda e seguindo o esquema lançado pelo Bispo da Diocese. Foi um tempo muito sereno e belo na presença do Senhor que nos convida a "deixar tudo e ir para a terra que Ele indicar"!