quarta-feira, 8 de maio de 2013

JEF no Fátima Jovem 2013

Com(o) Maria, 56 jovens da Diocese de Bragança Miranda fizeram caminho até Fátima, para participar nas celebrações do Fátima Jovem 2013 (5 e 6 de maio) dinamizado pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil.





Saímos de Bragança no final da tarde de sexta, paramos em Macedo e no Pocinho para receber os peregrinos decididos a rumar com Espírito alegre até à peregrinação nacional de jovens.
No sábado, pela manhã, fizemos voluntariado na ajuda ao departamento nacional, nomeadamente no acolhimento e preparação do material para as várias dioceses. Alguns de nós participamos também no Marypaper, reflectindo sobre várias questões distribuídas por 8 pontos ao longo do Santuário de Fátima. Os tempos da refeição fraterna foram sempre experiências ricas de convívio e troca de experiências que os vários grupos iam fazendo ao longo do dia. A tarde começou com a participação nos workshops que estavam a ser orientados, com variados temas, nas casas religiosas de Fátima. No final da tarde, foi tempo para congregar todos os grupos das várias dioceses de Portugal e fazer caminho até à Capelinha das Aparições, onde decorreu a Saudação a Maria. Daí dirigimo-nos ao Auditório Paulo VI para participar num concerto com o Padre Omar, reitor do Santuário de Cristo Redentor do Rio de Janeiro, Brasil. 




Após o jantar, Maria acolheu-nos para a oração do Rosário na Capelinha e a “luminosa” procissão de velas. Seguiu-se um tempo forte de adoração na Basílica da Santíssima Trindade. A noite terminou com o musical “Alegria da Fé” no auditório Paulo VI, apresentado pelos Jovens Boa Nova.



No dia 6, domingo, dia da Mãe, começamos por abraçar a nossa Mãe do Céu na oração do Rosário na Capelinha das Aparições, à qual se seguiu a procissão para o altar do Recinto, onde participamos na Eucaristia.




Terminada a peregrinação, sentimos a alegria de fazer parte desta família que caminha e que escuta teimosamente o convite do Senhor: Com(o) Maria, ide e fazei discípulos!

De notar que os jovens da nossa diocese estiveram directamente envolvidos nas actividades de voluntariado (crismandos de Bragança, JEF da UP6 de Bragança e de Freixo e os jovens MIC), assim como no canto do rosário, procissão de velas e eucaristia (grupo SerClave de Bragança).

Vale a pena fazer caminho, na aventura da comunhão e da alegria, com(o) Maria!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VI Domingo Páscoa C




Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».

Caros amigos e amigas, no longo discurso de despedida aos seus discípulos, Jesus sublinha os elementos que identificam o crente: o amor, a escuta da Palavra do Senhor e uma vida animada interiormente pelo Espírito. Só assim seremos discípulos enamorados, livres e encantados pela vida.

“Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada”
Estas palavras soam como um bálsamo que serenam o coração e afastam qualquer perturbação. Deus não só se dá incessantemente, como anda à procura do homem para não abandoná-lo à fragilidade do barro com que foi feito.
Em Deus existe sempre este fascínio de comunhão. As palavras de Jesus revelam o eterno sonho do Criador de ser um com a sua criatura, a paixão de unir-se à humanidade. E Deus põe-se a caminho, procura casa, procura a frágil habitação da nossa vida. Porque Deus não suporta distâncias, nem gosta de portas fechadas. Prefere o coração aberto e acolhedor, onde o Espírito nos faz enamorar das palavras que preenchem a vida.

“Quem Me ama guardará a minha palavra”
Encantam-me e sufocam-me estas palavras! Afinal, Deus é uma questão de amor e de enamoramento. Algo muito diferente de deveres e de obrigações, mas alguém a quem tratar por Tu, onde se reconhece a própria origem, pertença, familiaridade.
E quem ama guarda as palavras do outro, porque essas são tesouros do seu amor. Guarda-as com carinho, conserva-as como recordação e presença, cuida delas porque animam a vida. Observar as palavras do outro é não as perder de vista, é olhá-las com amor porque preciosas e únicas, é focalizar o coração no essencial. E só Deus tem palavras de vida eterna, que duram sempre e as quais o vento não leva.
É espantoso: Deus ama-nos a tal ponto que nos autoriza também a amá-lo! A única condição para o acolher é o amor. Aqui não há convites a códigos ou regras predeterminadas. Apenas e só o amor! E assim seremos fiéis à Palavra. E assim seremos imagens, testemunhas do amor.

A paz do Paráclito
Dois são os dons do Ressuscitado: a paz e o Espírito Santo que se coloca ao nosso lado para ensinar e recordar as suas palavras, para nos consolar. É extraordinário sermos consolados pelo próprio amor! Paráclito porque é o mestre da estrada que conduz ao templo e à liturgia do coração, porque nos salva de uma vida sem amor, de palavras e de ações sem coração.
O Espírito não nos torna apenas mais próximos de Deus, mas sim mais íntimos, em Deus. E aqui há paz. Não a paz do cemitério, a paz do equilíbrio de violências ou a paz de armistícios provisórios. É a paz do dom de saber-se amado. E um coração pacificado é um coração que não se amedronta na adversidade, não desespera na dor, nem se desencoraja no cansaço. Porque é um coração que se descobre dentro do Mistério escondido do mundo, que vive da força do Evangelho!

VIVER A PALAVRA
Quero abrir-me ao amor de Deus, pela escuta e ponderação da Sua Palavra, no coração.

REZAR A PALAVRA
Ó Amor sem medida, ó Deus transbordante de amor:
Enche-me do teu Espírito e faz em mim a tua eterna morada.
Ó Sopro de Amor, destrói as inquietudes de barro que me afastam de Ti!
Vem, Espírito de verdade, e cria em mim o silêncio para escutar a tua voz.
E recorda-me as palavras que penetram o coração e preenchem a vida!
Ó Amor sem medida, ó Deus transbordante de amor:
Enche-me do teu Espírito e faz em mim a tua eterna morada.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

V Domingo Páscoa C



Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Caros amigos e amigas, só quando a traição sai da nossa cela interior, Jesus nos revela o segredo mais essencial e natural deste mundo: o AMOR.
A palavra “a-mor” é composta por um a negativo e pela palavra morte (do latim mors, mortis): o amor é aquilo que não morre, a não morte. O amor faz viver, ressuscita, renova, dá alegria, suporta dores. O amor é a Vida. O amor é aquilo que salva porque não faz morrer: só o amor faz viver e só por amor se pode viver. E Deus é Amor.

Um mandamento novo
Como pode o amor ser novo, se desde sempre as pessoas se amam? E como se pode mandar, obrigar alguém a amar? Qualquer amor forçado é uma máscara, uma contrafação do amor, frustração para quem ama e desilusão para quem o recebe. Contudo, o amor traz sempre consigo novidade, porque é sempre imprevisível, criativo, surpreendente. O ódio, a vingança, a maldade, esses são previsíveis. O amor não. Chega sempre inesperado como um presente imprevisto.
Mas o que é radicalmente inédito é que este amor antes de ser pedido é dado. Jesus, que pede para amar até ao fim, percorreu primeiro esta estrada exigente. Aquele que pede a nossa vida para fazer um sinal de amor, ofereceu primeiro a sua, sem guardar nada para si.

Amai-vos uns aos outros
Esta infinidade de destinatários do amor é uma riqueza. O amor existe sempre face a um rosto. Os “outros” quer dizer todos, todos os que vemos, porque os que não vemos é fácil amar… Os outros obrigam-nos a ultrapassar o círculo fechado dos “nossos amores” e prazeres, os outros são ocasião de amor, de acolhimento e não rejeição, de reconhecimento e não de anonimato, de hospitalidade e não hostilidade. O amor é sempre uma interação no presente, mesmo se deixa marcas no passado e ultrapassa o futuro.

Como eu vos amei
Este “como” resume e rima com todo o Evangelho: “assim como eu fiz, fazei vós também”; “sede perfeitos como o Pai”; “seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”. Jesus não fez grandes discursos sobre o amor, mas fez da sua vida um único ato de amor, uma narração da parábola do amor, o ícone da sua beleza.
A novidade então do amor cristão não é o amor, mas o amor como o de Cristo. O amor é Ele quando lava os pés dos discípulos, quando se dirige a Judas que o trai chamando-o amigo, quando reza por quem o mata, perdoando-lhes por não saber o que fazem, quando chora pelo amigo morto ou exulta pelo perfume derramado pela amiga,… Colocar-se nesta escola de amor é retomar não a quantidade mas a qualidade do amor desproporcional, gratuito e incondicional de Jesus. O amor aprende-se vivendo no encontro e na relação. Aprende-se a amar amando.
Pode amar como Jesus apenas quem fez a experiência do quanto Ele nos ama. Só quem já viveu os efeitos do amor pode desejar para os outros aquilo que já lhe foi dado. E isto é Evangelho!

VIVER A PALAVRA
Vou considerar as características do amor de Jesus, para aprender a amar como Ele.


REZAR A PALAVRA
Meu Deus e Senhor, quero acolher este dom sempre no meu coração.
Porque o Amor dá-me tudo; e eu dou tudo pelo Amor.
O Amor é a vida que vence a morte.
E o Amor tudo pode, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
E Tu meu Deus és Amor, és o Amor. E a minha vocação é ser amor.
O amor é paciente, é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso,
não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
O amor jamais passará, porque Tu, meu Senhor, és a vida que vence a morte.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

JEF de Freixo/Ligares acolhe a cruz do DDJ



 No dia 21 de abril decorreu no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vila Flor, a celebração do Dia Diocesano da Juventude.

Pela manhã tivemos uma caminhada orientada, onde "bebemos em sete fontes". Com os sacramentos e os dons do Espírito Santo, pegando em temas (dos Resistência à Sara Tavares, por exemplo) e no Catecismo da Igreja Católica, trilhamos o caminho do acreditar, do ser jovem, até à meta que é Cristo.


Já no cimo do monte, celebramos a Eucaristia à qual presidiu o Sr Bispo D. José Cordeiro (que nos acompanhou em todo o dia). 

No final da celebração os jovens de Vila Flor, que acolheram este DDJ, passaram o testemunho aos jovens de Freixo, onde vai decorrer o próximo DDJ. O grupo JEF de Freixo e Ligares, receberam a cruz (como indica a foto) que ficará na Unidade Pastoral de Freixo até ao DDJ 2014.

Depois do almoço partilhado, tivemos um tempo de convívio com jogos e de concerto muito animado com o grupo "Os Alma" de Bragança e a "Banda de S. Sebastião" de Coimbra. O grupo JEF do Centro D Abílio abriu esta tarde cultural com a encenação do Hino das JMJ no Rio.


No final da tarde foram distribuídas réplicas em miniatura da Cruz do DDJ a cada jovem participante.

Da JEF estiveram representados jovens dos grupos de: Freixo/Ligares, D. Abílio (Macedo de Cavaleiros), Santa Clara (Bragança) e 30 jovens da JEF da UP6 Bragança

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A caminho!...



“Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.”