quinta-feira, 25 de julho de 2013
ALEGRIA JMJ 2013
«O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria, que contagiará quem estiver ao nosso lado» (papa Francisco em Aparecida, 24.7.2013).
XVII Domingo Comum C
Naquele tempo, estava Jesus em
oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor,
ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes
Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o
vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os
nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não
nos deixeis cair em tentação’». Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um
amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo,
empresta-me três pães, porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho
nada para lhe dar’. Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a
porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso
levantar-me para te dar os pães’. Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser
amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo
aquilo de que precisa. Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis;
batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra e
a quem bate à porta, abrir-se-á. Se um de vós for pai e um filho lhe pedir
peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á
um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto
mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».
Caros amigos
e amigas, o Evangelho deste Domingo dá-nos uma boa oportunidade para, com os
discípulos, ousar também indagar Jesus, Aquele que é o Filho muito Amado, sobre
o segredo para aquele encontro íntimo com o Pai, que nos é absolutamente
necessário como respirar.
Ensina-nos
a orar
Certamente que os discípulos se questionavam de onde vinha a Jesus aquela
força interior, aquela harmonia, aquela segurança e legitimidade para o que dizia e fazia. Habituados a ver que Jesus “se
retirava para lugares solitários” sentiam-se fascinados ao vê-lo rezar! Eles
precisavam de saber como se alcançava aquela comunhão com Deus, aquela
permanente reconciliação com tudo o que Ele criou.
Também nós,
cansados de tanta aridez e infertilidade na oração, temos em Jesus o verdadeiro
Mestre. Ele pode ensinar-nos a rezar, a trilhar o caminho de ingresso à relação
com o Pai, porque só Ele conhece os meandros do seu Coração. Só Ele pode
dizer-nos como se vai mais além da plataforma das palavras.
Pai…
Jesus
abre-nos uma porta impensável. Ele não só nos autoriza como nos impele a usar o
nome de Pai, o nome que carrega a familiaridade precisa para alcançar em cheio o
Coração de Deus. Dizer Pai é fazer uma incisão nos cosmos, é perfurar o Céu! Dizer
Pai dirigindo-nos a Deus é como solfejar todo o universo criado por Ele.
Santificado, venha, faça-se, dai-nos perdoai-nos, não nos deixeis cair… são os
compassos de um hino em que o coração inteiro se harmoniza com o Coração de
Deus. Nunca poderemos rezar deveras a oração que Jesus nos ensinou sem esta
reconciliação ou sintonia do coração.
Muitas
vezes fazemos de Deus um empregado de balcão a quem formulamos pedidos a troco
de palavras e de gestos vazios de nós mesmos… De facto a oração que Jesus nos
ensinou é uma bateria de pedidos e na parábola o verbo pedir é chave! No
entanto, amigos e amigas, este verbo está entrelaçado com outro: dar. A chave completa
é esta: pedir para dar. Um pedido legítimo feito a Deus tem que nos requisitar
para a dádiva de nós mesmos. Tem que transformar-nos num pão que se reparte…
Tornar-se pão
Esta
parábola é uma história de amigos. E não são só dois os amigos, que estagnam num
círculo fechado, mas uma trindade dinâmica que se torna manancial. A oração é
um trato de amizade com Deus, diz Santa Teresa de Jesus. O Amigo é aquela meta
que a confiança logra alcançar, sol na noite, voz que responde, porta que se
abre, mão que (se) estende... Mas Jesus fala de insistência. Far-se-á Deus
rogado? Somos nós que precisamos de insistir nos nossos desejos até saber pedir
o Bem e alargar o nosso espaço interior para o receber. Ele sugere-nos que
temos de passar de pedidos egoístas para aquela prece que nos transforma em dom
para os demais. Esta parábola assegura-nos que, onde houver verdadeira oração, não
haverá famintos de pão e de afecto, não haverá abandonados ao relento da noite,
não haverá pedidos que se esvaem na indiferença, mas haverá homens e mulheres, saciados
de Espírito Santo, dispostos a serem Eucaristia, a tornarem-se pão, como Jesus,
para alimentar o mundo. Esta é a refeição do Evangelho!
VIVER
A PALAVRA
Vou
encontrar um tempo para rezar ao Pai e para abraçar o irmão.
REZAR
A PALAVRA
Senhor, ensina-me a rezar, ensina-me a estar na tua presença, a
contemplar o teu mistério.
Senhor, ensina-me a tua disponibilidade, a tua misericórdia
incondicional e o teu perdão.
Senhor, ensina-me a tua amizade verdadeira, o teu sim à vida, o
teu fazer-se pão.
Senhor, ensina-me o teu dar sem medida, o teu encontro
permanente, a tua abertura de paz.
Senhor, ensina-me a amar!
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