quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

VOCorAÇÃO


O dia 4 de janeiro foi tempo de ORAR a VOCAÇÃO com o CORAÇÃO.
9 jovens aceitaram o desafio da Pastoral Vocacional das Servas Franciscanas e embarcaram na aventura da VOCorAÇÃO.

Iniciámos o dia com a visita à fábrica das hóstias na Casa de Santa Clara, em Bragança. A visita foi orientada pela Irmã Maria José Oliveira, que descrever o sonho de uma semente: Toda a semente sonha ser eucaristia! 


A manhã foi preenchida por um tempo forte de adoração eucarística, onde pudemos parar, olhar, escutar e avançar neste encontro que nos faz crescer. Depois de uma viagem pela história da Congregação segui-se o tempo de almoço partilhado.


A tarde iniciou com um tempo de formação orientado pelo Sr Padre José Luís Pombal no Colégio de S. João de Brito, com o tema: Vocação a ser pessoa. Ainda houve tempo para um trabalho de grupo proposto pela Irmã Conceição:"A pérola és tu". No final da tarde participamos na Eucaristia da Igreja de São João Batista da Sé. Ainda antes do jantar tivemos a oportunidade de rezar o rosario e as vésperas com as irmãs da comunidade do Colégio de S. João de Brito. 



Após o jantar de convívio, inserimo-nos numa atividade da pastoral juvenil da UP Senhora das Graças (Jovens C'aFÉ).


Todo este dia nos ajudou a mergulhar no encontro de Deus que sonha para nós um caminho de felicidade.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Domingo da Epifania A



Evangelho segundo S. Mateus 2, 1-12
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está - perguntaram eles - o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente
seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Caros amigos e amigas, Deus quer partilhar-se connosco, manifesta-se aproxima-se da nossa história e revela-se a todos como Salvador, como Aquele que toca e transforma, que guia e acompanha. Neste Domingo em que Ele se nos mostra, mostremos-Lhe com ternura a arca do nosso tesouro.

Interpelações da Palavra
Onde está?
Chegámos a Jerusalém cheios de esperança. O cansaço e o medo não esmoreceram a vontade de “provar” os cálculos a que nos tínhamos dedicado. Os sinais, os mapas, os astros, as escrituras, tudo nos falava do rei dos judeus que acabara de nascer. Cada qual estava mais empolgado, não medimos os perigos desta viagem e desta aventura. Parecíamos pássaros que voavam ao sabor da ciência, com asas de curiosidade desmedida. Um só desejo nos guiava, adorá-l’O. Ainda vejo a estrela que nos falava desse caminho, dessa procura, dessa viagem… e parou, parou não num palácio, mas “no lugar onde estava o Menino”. Foi um alvoroço, tanta alegria, encontrámos o tesouro, chegámos à meta da nossa viagem e entrámos em casa…

Adoraram-n’O
Gostava de fazer esta viagem convosco, Magos. Os meus cálculos, conhecimentos e até as estrelas que brilham neste céu de procura, vão-me falando desse rei que procurastes com tanta alegria e afã. Gostava de galgar esse deserto, pisar o brilho dessa estrela que seguia à vossa frente e descobrir onde pousa hoje, aqui e agora… Gostava de sentir a alegria desse momento de encontro, atravessar o umbral desse humilde lugar iluminado pela presença de um tesouro maior… Escuto o vosso silêncio diante da Luz, da Estrela maior, vejo-vos por terra adorando Aquele a quem tanto buscáveis. E, sem que ninguém dê por mim, também eu me prostro diante do mistério dessa Meta e adoro…

Abrir os tesouros
Oh Maria, que poderei oferecer a esse Menino Rei que acaricias em teus braços? Trouxe comigo a arca recheada da vida. Dela retiro pequenos tesouros que fui acumulando das viagens que me desenham. Mas é tudo tão pouco para tão sublime e humilde Rei… Vejo o ouro da alegria e das vitórias, o incenso da partilha e da relação, a mirra de cada passo no caminho… Mas que hei-de oferecer Àquele que a mim se oferece? Que presente dar à Presença. Neste singelo abrir-me a Quem me habita manifesta-se, de novo, o Evangelho!

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor, Menino Deus, que no silêncio me falas de amor, eis-me aqui
para Te adorar, prostrar-me, tocar a ternura do Teu sorrir para mim.
Eis-me aqui para Te adorar, prostrar-me, olhar a candura do Teu afável abraço.
Eis-me aqui para Te adorar, prostrar-me, acolher a luz que invade a fria escuridão.
Eis-me aqui para Te adorar, prostrar-me, desnudar o presente da Tua feliz presença.
Eis-me aqui para Te adorar, prostrar-me, oferecer-me, deixar-me habitar por Ti.

Viver a Palavra

Vou abrir o meu coração e descobrir que tesouro posso oferecer ao Menino Deus.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FAZER REVISÕES


Pode parecer estranho, mas em tempo de férias, e antes que inicie 2014, propomos-te que faças umas revisões da matéria dada em 2013.
Sim, sabes que Deus passou e passa pela tua vida, Ele te conhece.
Tens um tempinho para estar com Ele?

Apenas três passos te lançamos como desafio:

PÁRA!
Para para pensar um pouco em Deus, porque Ele pensou primeiro em ti. Lê o medita o salmo 139. Sublinha o que mais te tocou.

Senhor, Tu examinaste-me e conheces-me,
 2sabes quando me sento e quando me levanto;
à distância conheces os meus pensamentos.
 3Vês-me quando caminho e quando descanso;
estás atento a todos os meus passos.
 4Ainda a palavra me não chegou à boca,
já Tu, Senhor, a conheces perfeitamente.
 5Tu me envolves por todo o lado
e sobre mim colocas a tua mão.
 6É uma sabedoria profunda, que não posso compreender;
tão sublime, que a não posso atingir!
 7Onde é que eu poderia ocultar-me do teu espírito?
Para onde poderia fugir da tua presença?
 8Se subir aos céus, Tu lá estás;
se descer ao mundo dos mortos, ali te encontras.
 9Se voar nas asas da aurora
ou for morar nos confins do mar
 10mesmo aí a tua mão há-de guiar-me
e a tua direita me sustentará.
 11Se disser: «Talvez as trevas me possam esconder,
ou a luz se transforme em noite à minha volta»,
 12nem as trevas me ocultariam de ti
e a noite seria, para ti, brilhante como o dia.
A luz e as trevas seriam a mesma coisa!
 13Tu modelaste as entranhas do meu ser
e formaste-me no seio de minha mãe.
 14Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as tuas obras.
 15Quando os meus ossos estavam a ser formados,
e eu, em segredo, me desenvolvia,
tecido nas profundezas da terra,
nada disso te era oculto.
 16Os teus olhos viram-me em embrião.
Tudo isso estava escrito no teu livro.
Todos os meus dias estavam modelados,
ainda antes que um só deles existisse.
 17Como são insondáveis, ó Deus, os teus pensamentos!
Como é incalculável o seu número!
 18Se os quisesse contar, seriam mais do que a areia;
e, se pudesse chegar ao fim, estaria ainda contigo.
 19Ó Deus, faz com que os ímpios desapareçam;
afasta de mim os homens sanguinários.
 20Aqueles que maldosamente se revoltam,
em vão se levantam contra ti.
 21Não hei-de eu, Senhor, odiar os que te odeiam?
Não hei-de aborrecer os que se voltam contra ti?
 22Odeio-os com toda a minha alma.
Considero-os como meus inimigos.
 23Examina-me, Senhor, e vê o meu coração;
põe-me à prova para saber os meus pensamentos.
 24Vê se é errado o meu caminho
e guia-me pelo caminho eterno.


ESCUTA!
Com a ajuda da Claudine Pinheiro, escuta Deus que te fala através da música:
Senhor, Tu me conheces


REZA!
Olha o ano de 2013 que passou e encontra:
3 motivos para agradecer/louvar o Senhor.
2 aspetos ou situações em que te tenhas afastado Dele.
1 propósito/compromisso para 2014.

AVANÇA!
Agora, de coração agradecido, avança para 2014!
Não te esqueças de que não vais só!
ELE VAI CONTIGO!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Domingo Sagrada Família A



Evangelho segundo S. Mateus 2, 13-15.19-23
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

Caros amigos e amigas, em pleno tempo do Natal refulge a beleza deste quadro: a Sagrada Família! Deus quis nascer no aconchego de um lar, pertencer a um povo e, sendo amor, ficar dependente, alimentar-se de amor. A máxima “não és de ninguém” não é para nós, cristãos. Pertencemos a alguém, somos dependentes do amor!

Interpelações da Palavra
Foge para o Egipto
Vamos ter de partir, imediatamente. E logo agora, neste tempo entoado pela felicidade! Instalados num cantinho aconchegado, que parecia seguro, tivéramos visitas surpreendentes, tantos amigos nos tinham cumulado de mimos. A vida retomava a normalidade: Maria estava bem, o Menino começava a sorrir… e eu só pensava em lançar mãos ao trabalho para gostosamente os sustentar, ou em Belém ou galgar novamente os montes rumo a Nazaré. Mas não! Mal quero crer nesta notícia que um novo sonho me dá! Quem poderá perturbar-se perante este terno sorriso dos céus? Que terror pode provocar a candura deste rosto onde toda a beleza se deleita? Como pode ser temida a sua força feita de fragilidade? Como é possível que sobre Ele recaia o ignóbil sentimento da inveja ao ponto de alguém O querer aniquilar? Contemplo, mais uma vez, enlevado o sono tranquilo do Menino e de sua Mãe. Não posso pensar que o perigo espreite estes dois tesouros que Deus colocou sob a minha custódia! Temos de partir! Custa-me acordar Maria, mas sei que ela vai dizer “faça-se”…


O leitor dos sonhos
José, novo sonho te visita. O puro amor é, em ti, aquele radar afinado, que capta o que mais ninguém é capaz de notar. Ainda que novamente o desconhecido te atemorize, não hesitas em desfazer-te do comodismo para proteger aqueles que mais amas. Se este é um sonho para partir, é porque é um sonho para regressar, um sonho para amar. O teu amor lê os sonhos de Deus e obedece. O teu percurso de fidelidade mostra-me que a obediência aos sonhos de Deus não anestesia a vontade, não significa a passividade de uma marionete, mas significa colocar ao ritmo daquele sonho criador, que sabe aonde vai, os sonhos que sozinhos não saberíamos encaminhar para a vida! Tu e Maria dizeis-me que só Deus pode impedir que os nossos sonhos adormeçam…


Toma o Menino e sua Mãe
José e Maria, contemplo, na silhueta da vossa caravana, o drama de tantas famílias às quais os sonhos são despedaçados e retorcidos. Lembro-me da minha própria errância, descontente até quando tudo está bem… Convosco sei que, no meio da noite, há sempre uma estrada aberta! O segredo está nesse “tomar-se mutuamente”: segredo da vossa família que transforma o terror de uma noite escura, enfrentada no meio de dúvidas, incómodos e precariedade, num caminho sorridente de esperança. Vós caminhais com Deus, caminhais já com a meta dentro de vós. Tomar-se mutuamente é encher-se da vida do outro e encher a vida do outro com a nossa própria vida. Ao assumir a nossa condição humana, Deus mostra-se dependente do amor das suas criaturas. E desde esta família, na dependência do amor, se inicia a emanação do Evangelho!

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Menino de Belém, há um berço preparado para ti no aconchego da minha família…
Vem, vem recostar-te nas nossas canseiras e tribulações e segreda-nos a paz;
Vem, vem acender a luz tua Palavra e faz florir os nossos amuos e silêncios apagados;
Vem, vem purificar as nossas atmosferas pesadas de suspeição e de impertinência;
Vem revitalizar a dureza das indecisões, abrir portas onde parece não haver saídas.
Vem ensinar-nos a arte da dependência do amor, vivida em liberdade responsável.
Queremos ser família sustentada em Ti, que de Ti se alimenta e teu amor proclama…

Viver a Palavra

Vou rever a minha vida em família, e tomar como modelo a vida da família de Nazaré.