quinta-feira, 15 de maio de 2014

V Domingo Páscoa A



Evangelho segundo S. João 14, 1-12
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».

Caros amigos e amigas, o Evangelho de hoje contém uma fórmula poderosa para os corações perturbados, um alento para as vidas à procura de rumo e de sentido… o Caminho, a Verdade e a Vida, com o artigo definido, é tudo o que precisamos para nos animar a existência. E nós sabemos como encontra-l’O… temo-l’O!

Interpelações da Palavra
Ser casa
A casa é o lugar onde a vida é mais verdadeira e íntima. A verdadeira casa, é o Coração do Pai, meta anunciada e preparada por Jesus. Ele bem se recordava da casa de Nazaré, das suas cores e perfumes, onde aprendeu os traços da humanidade e as alegrias familiares; da casa de Betânia, lugar da amizade e do repouso; das casas dos amigos, em súplica ou em festa; da casa do cenáculo onde, à volta da mesa, a Vida deu mais vida.
Ser discípulo de Jesus é fazer com que Deus seja presente na nossa casa e vida, é deixar-se acolher pelo amor paterno. Ser Igreja não é ser templo nem museu arqueológico, fechando Deus entre paredes frias e mortas. Ser Igreja é ser casa, ser família, onde se vive e celebra a vida! É estar com Aquele que serena o coração.

“Senhor, não sabemos para onde vais?”
Naquela tarde, Tomé dirige a Jesus o eco da pergunta mais radical da humanidade: para onde vais, Senhor? Qual é o destino da vida? A felicidade terá futuro? Imagino o rosto sorridente de Jesus enquanto repete por dez vezes a resposta: PAI! Porque só o Pai basta! É Ele o destino. É Ele que tem preparado um especial lugar de eternidade no seu coração. É Ele que anseia por cada um de nós. E não apenas amanhã, num futuro imprevisto, mas já agora. Jesus não nos fala de habitações que se prendem a lugares, não é de lugares que Jesus fala, mas de uma pessoa que em permanência nos acolhe.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”

 E para ter acesso ao Pai não há um caminho… é também uma pessoa que se deve percorrer. É a pessoa que arrasta, fascina, encanta, não os conceitos, as ideias ou as “verdades” manipuladas. É Jesus que conduz mais além. Ele é caminho, companheiro de viagem que se estende aos nossos pés para nos conduzir à meta. Ele dá segurança aos passos, alivia a aspereza do terreno, abrevia a distância da casa paterna. É Ele o acesso cheio de vida e de verdade ao Pai. “Quem o vê, vê o Pai”. No rosto humano e visível de Jesus, está em filigrana o rosto invisível do Pai. É também nos nossos traços humanos que Deus se revela. Em cada pessoa existe um fragmento de Deus. A voz, o rosto, o respiro, o coração e os passos de Cristo estão ao alcance de todos, para que Deus possa caminhar junto de cada filho. E isso, caros amigos e amigas, é Evangelho!

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor, aprendo contigo a iniciativa do Teu amor por mim.
És Tu quem preparas o espaço do encontro, és Tu quem desejas a aliança comigo,
És Tu quem espera a minha presença, és Tu quem acolhes o meu regresso,
És Tu quem chamas pelo meu nome, és Tu que Te dás incondicionalmente.
Queres-me contigo, levas-me no caminho, ofereces-me a Tua vida…
Tu, és Tu o primeiro, o único, a paz de todo o meu ser que aspira crer.

Viver a Palavra

Vou descobrir obras de Deus no caminho de cada dia, como reflexo da Sua presença.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Dia Diocesano da Juventude

A JEF vai estar presente no Dia Diocesano da Juventude da Diocese de Bragança-Miranda, que decorrerá no dia 11 de maio em Freixo de Espada à Cinta!
Vens?

IV Domingo Páscoa A



Evangelho segundo S. João 10, 1-10
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente; e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus conti­nuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aque­les que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».

Caros amigos e amigas, na escalada do Tempo Pascal, Jesus faz-nos experimentar uma especial declaração do seu amor, convidando-nos a uma familiaridade íntima consigo… irresistível… impossível de desperdiçar!

Interpelações da Palavra
Olhos de quem ama
Pela pormenorizada escolha das imagens e sua descrição, apercebemo-nos de como era fecundo o olhar de Jesus que decerto tantas vezes se tinha detido perante os rebanhos e os pastores nos montes da Galileia. Que olhar tão fundo! Que esperança nos nasce de saber que não somos estranhos a este olhar, mas objectos da sua observação amorosa, que Ele nos guarda no aconchego das suas pálpebras até nos deixar introduzir nas cavidades íntimas do coração. Confirmamos que somos preciosos ao seu olhar. E não é um olhar apressado, é um olhar de detalhes. Não é o olhar do ladrão que formula estratégias de destruição, também não é o olhar do polícia avido de uma repreensão, mas é o olhar apaixonado, sensível e solícito… é um olhar que nos conhece.

Pastor e Porta
E é com este olhar que Jesus se apresenta como o Pastor e a Porta… e também o Redil. Tudo se desenrola num contexto de cumplicidades afectivas pela proximidade, pela voz, pelo olfacto, pelo sentimento de mútua pertença, em que a palavra chave é conhecer. O maior desejo dos nossos corações é sermos conhecidos. Aquele que ama conhece, acolhe amplamente o milagre do outro, disponibiliza-lhe um átrio de liberdade não limitado por preconceitos, abre-lhe uma passagem nunca impermeabilizada pelo betume da desconfiança.
Jesus não é apenas mais uma porta, Ele é a porta. Ele é a passagem, a abertura, a Páscoa, brecha de luz, lugar onde a vida brota e se difunde em comunhão. Ele é o acesso ao segredo, à intimidade divina. É também a liberdade que nos lança no desafio de qualquer percurso. Atravessar Jesus é endereçar o coração para a verdadeira vida, mas é também tornar-se porta aberta para os irmãos, disponibilidade capaz de se deixar atravessar por muitas vidas!

Não qualquer vida, mas vida em abundância
O Amor do Senhor não se contenta em nos preservar uma vida qualquer, mas grangeia para nós uma vida em abundância. Vida não medida nos espartilhamentos do tempo, não contabilizada por anos, abundante na intensidade, acesa na ressurreição. Deus dá sempre em demasia, cem vezes mais em irmãos, cestos a transbordar após saciar a multidão, água insípida transformada no melhor vinho de Caná, ossos inanimados revigorizados, pedra do túmulo rolada, perfume caro esbanjado, morte do Filho na cruz para salvar o escravo. O Amor é sempre excessivo, abundante, exagerado; de contrário não seria amor! Ser cristão é então uma experiência de vida, uma comunhão de peregrinos da vida, companheiros de uma existência esbanjada, uns para os outros. E Deus, com infinito amor, dá a eternidade ao que de mais belo trazemos no coração. É a abundância do Evangelho!

 


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor, reconheço que às vezes sou como ovelha errante, à procura de pastos apetecidos.
Hoje quero permanecer debaixo do caudal dos teus olhos, saborear a doçura da tua atenção.
Quero expor-me à luz da tua misericórdia, abrir-me ao teu dom, abrir-me ao dom dos outros.
Quero familiarizar-me com a tua voz, veículo da Palavra que me recria, reconhecendo-a
entre as mil que me afogam a audição. Não deixes de provocar e convidar a minha distração!
Agradeço-te pois, cada dia, és acolhimento da minha errância, única Porta de acesso à vida!

Viver a Palavra

Vou olhar com mais atenção e solicitude aqueles que vivem ao meu lado, como se me fossem confiados.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

JEF no Fátima Jovem

"Com Alegria regressamos ao regaço da Mãe, para daqui sairmos renovados no Amor. Aqui nos sentimos amados e acariciados nos seus braços. Envoltos nesse abraço, que é lugar, aqui chegamos e daqui partimos, na nossa missão no mundo…"

Na espiritualidade mariana que abraçamos, descobrimos o sorriso e o serviço como desafio!

AVÉ MARIA!!!




Dia Diocesano da Juventude 2014