Estás pronto???
Dias 4, 5 e 6 de julho experimentamos em fraternidade, abraçados pela mãe natureza, a alegria de viver e de correpsonder ao convite do Senhor da Vida!
quinta-feira, 3 de julho de 2014
XIV Domingo Comum A
Evangelho segundo S. Mateus 11, 25-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te
bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos
sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo,
porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o
Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho
o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu
vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e
humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu
jugo é suave e a minha carga é leve».
Caros amigos
e caras amigas, a verdade do Evangelho foi semeada na terra frágil e fecunda
dos pequeninos. Quem for pequeno deixa-se encontrar e abraçar por Deus, em cada
momento, bendizendo!
Interpelações da Palavra
“Eu te bendigo, ó Pai…”
É este o princípio fundamental, a ordem primordial,
o coração da existência de Jesus: a bênção, o louvor, o agradecimento ao Pai!
Jesus entoa um hino à vida e deixa maravilhar-se com a presença de Deus nos
pequenos. Ele não cai na ratoeira do pessimismo e negativismo que só vê o mal,
a escuridão, o erro. Mesmo assim, o momento não era para rir: o grupo de
seguidores ficara reduzido a 12; a multidão cansara-se; alguns familiares
duvidavam da sua saúde mental; os chefes religiosos pretendiam silenciá-lo…
Todavia, o Mestre continuava a sorrir, a maravilhar-se, a cantar, a alegrar-se,
a sorrir e a amar. A sua oração revela um estilo de vida: encantar-se e
enamorar-se pelo pequeno, pelo frágil e pelo pobre.
Ainda hoje é possível viver em atitude de bênção
que se torna oração, estilo de vida, modo de amar e se relacionar. Mesmo diante
de uma situação de desilusão, desencorajamento ou aparente falhanço, o Pai
continua a tecer em nós um projecto de amor. Ocorre deixar o coração entoar um
canto de louvor, ocorre ousar o caminho da acção de graças, ocorre experimentar
o Magnificat dos pequenos, ocorre
atrever-se à fantasia das crianças…
“…porque revelaste estas verdades aos
pequeninos”
Só os pequeninos
não se escandalizam diante da humildade de Deus, diante da folia da sua
pobreza! Os poderosos e sábios, cheios de si, inundados de certezas e coisas,
nada têm a receber e a agradecer. Só o pobre ensina a viver, apenas e
simplesmente, de amor! Deus não se conquista nem se compra. É essencialmente um
dom! E os pequenos conhecem o alfabeto da beleza, a linguagem dos gestos de
ternura, as palavras desarmantes e directas, a facilidade do perdão e da
entrega. Sim, os gestos pequenos e as palavras simples salvarão o mundo.
“Vinde a mim, todos os que andais
cansados e oprimidos”
Jesus é a casa de todos aqueles que se cansam de viver, estão feridos,
oprimidos, cegos… É Ele o abrigo, o porto seguro, o abraço sempre humilde e
aberto à nossa espera. A nós, que pensamos que é mais fácil lastimar-se do que
agradecer, Jesus oferece o repouso do seu coração. Sim, é possível
restaurar-se, demorar, permanecer no seu canto de louvor. Ele não suprime o
cansaço, as lágrimas, mas ensina-nos, a nós sábios e inteligentes mas
analfabetos do coração, a transfigurar a dureza da vida num motivo de bênção,
porque Ele está connosco.
Se acolhermos os pequeninos, descobriremos que a vida é amor. Se
deixarmos que o céu e as estrelas nos entrem no coração, desvendaremos que a
luz é mais forte do que as trevas. Se hospedarmos as palavras dos irmãos,
descobriremos que a vida é comunhão. Se nos deixarmos tocar pelas lágrimas
descobriremos que a vida é compaixão. Se nos deixarmos encantar por aquilo que
somos, descobriremos que Deus é Pai. E se como filhos vivermos – acolhendo e
louvando – descobriremos, caros amigos e amigas, que a vida é sempre um
Evangelho!
Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor Jesus, Filho Amado do
Pai Amante, eterno objecto da contemplação paterna
só Tu conheces o sabor filial
da proximidade, a suave alegria da dependência,
envolve-me na mútua dávida
divina, no íntimo abraço selado pelos laços do Espírito.
Só Tu conheces a mais madura
inocência, a mais nobre simplicidade, a mais digna pequenez,
despoja-me de ambições
armadilhadas e admite-me à escola da humildade e da mansidão.
Só Tu conheces a leveza e a
suavidade, só Tu passas pelo mundo, ascendendo ao céu,
Eis-me aqui, para aceitar a
alegria da tua vontade que me encaminha para os bens eternos.
Viver a Palavra
Vou deixar que a
alegria de ser filho(a) de Deus tome conta do meu louvor.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Acantonamento JEF
Vem partilhar a alegria de viver!
Na partilha comunitaria, vamos semear sorrisos e descobrir pro-vocações!
Contamos contigo!
S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos 2014
Evangelho segundo S. Mateus 16, 13-19
Naquele tempo, Jesus foi
para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem
dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João
Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a
palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe:
«Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to
revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro;
sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que
ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será
desligado nos Céus».
Caros amigos e amigas, a solenidade de
S. Pedro e S. Paulo dá-nos a oportunidade de olharmos os santos não como
pessoas distantes da nossa realidade, porque ambos nos seduzem pela semelhança
e fragilidade, mas principalmente pela paixão de se saberem miraculados pelo
Amor.
Interpelações da Palavra
Pedro
Pescador de Cafarnaum, homem simples e rude, de
grande paixão e instinto primário. Pouco habituado às discussões teológicas e às
boas maneiras, segue o Mestre porque o ama profundamente. Pedro é o escolhido,
e não o apóstolo João mais místico, para garantir a fé dos irmãos. Escolhido
talvez porque trabalhado pela dureza da vida, habituado ao cheiro do peixe,
acrisolado pelas longas e tormentosas noites no alto-mar, na instabilidade da
barca. Escolhido por saber o peso das lágrimas amargas da traição. Escolhido
não por ser mais coerente, melhor, mais sábio, mas porque a ferida da negação
imunizara o seu coração e ele seria doravante incapaz de julgar o outro, mas
capaz de tornar-se rocha firme para indicar Deus que vem ao encontro. Escolhido
porque acolhe o amor que perdoa e faz renascer. Escolhido porque na sua
fragilidade e medos podemos rever os nossos. Escolhido para também nós sermos
capazes de viver a alegria do amor que perdoa.
Paulo
Tão diferente de Pedro! É o estudioso, intelectual,
polémico, o crente intransigente e fanático, capaz de pôr-se a caminho pelas
próprias certezas. E no encontro de Damasco, diante da beleza inesperada e
incandescente do Ressuscitado, inicia uma vida nova, uma paixão indomável pelo
Evangelho. Paulo recorda-nos o ardor da fé, a ânsia do anúncio, o dom do
carisma, as cartas escritas em dádiva pelas pessoas e comunidades. Sem ele o
cristianismo teria ficado fechado num ângulo de Israel ou estaria ainda abafado
numa sacristia. Com Paulo ser Igreja significa sair, encontrar, abraçar,
acompanhar,…
Ser resposta
de amor
A nossa verdade não reside nas sondagens de
opinião, nas respostas dadas pelos manuais ou catecismos, ou na homologação das
ideias. A verdade mais verdadeira nasce no singular, no tu a tu, olhos nos
olhos, na relação que diz toda a vida.
Como dizer algo de Ti, Senhor? Para a resposta não
servem livros ou palavras ocas, apenas a narração de quem te tenha seguido,
negado, lutado, mas sempre enamorado. Só quem tenha, mesmo que apenas uma vez,
experimentado o amor pode dar aquela resposta que se constrói com toda a vida e
que não é uma fórmula: “Tu és o Filho de Deus”! E Deus repetirá: feliz és tu
porque és rocha estável para os outros, porque és chave que abre e liberta para
uma vida em plenitude. Feliz és tu porque és palavra abençoada que abre
caminhos aos distantes, porque conheces a estrada das suas casas, porque és voz
e abraço.
“E tu quem dizes que eu sou”? Dizê-lo não basta!
Jesus não é aquilo que se diz Dele, numa fórmula exacta, que se pode decorar, mas
aquilo que vivo Dele e com Ele, daquela cruz onde tudo está escrito em letras
de amor e dor, as únicas que não enganam. Essas são, caros amigos e amigas, as
palavras do Evangelho.
Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor, Filho de Deus vivo,
És notícia nas ruas da
história, no tempo vacilante e na atmosfera indefinida…
És notícia no livro de cada
viagem e todos sabem dizer… algo do teu mistério.
Mas nenhuma palavra Te contém,
mesmo desejando habitar em cada coração.
Senhor, Filho de Deus vivo, só
o dicionário do amor Te poderá definir,
Ilumina a minha inteligência e
fortelace os meus lábios para que Te saiba dizer e amar.
Viver a Palavra
Vou dizer Deus no
amor de cada gesto.
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