Jovens JEF/MEL acompanharam de perto a visita da imagem da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Bragança:
Grupo Juventude Franciscana de Sortes na Unidade Pastoral da Senhora da Serra.
Grupo Sorrisos Missiocários (Bragança) na Unidade Pastoral da Senhora das Graças.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
XVII Domingo Comum B
Evangelho segundo S. João 6, 1-15
Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da
Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que
Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus
discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e
vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe:
«Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o
experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe:
«Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um».
Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um
rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta
gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e
os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães,
deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os
peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos
discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca».
Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada
que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera,
aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava
para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei,
retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
Caros amigos e amigas, o Evangelho
narra a bela passagem da multiplicação dos pães. O pão, fruto da terra e do trabalho árduo de muitas mãos, resume a
essencialidade do dia-a-dia e também
a festa da partilha. O pão simboliza a nossa vida. E Deus, que deseja ser da mesma massa que nós, escolhe o pão para se encontrar connosco,
no coração da vida, na eucaristia.
Interpelações da Palavra
Famintos de Deus
Quem me dera ser um
daqueles cinco mil, naquela tarde primaveril, à beira do lago. Desejava estar
ali não tanto pelo milagre do pão, mas sobretudo para estar com Jesus e ter o
coração a arder, para O escutar e me alimentar das suas palavras que libertam,
curam, consolam a vida. E imagino-me entre aquela multidão boquiaberta, olhando
para os cestos de pão e peixe que circulam, comendo, saciando-se e enchendo os
bolsos, abundantemente. Deus nunca manda ninguém para casa de mãos vazias. Na
verdade, os seus cálculos do amor não coincidem com os nossos. A lógica da generosidade vence o egoísmo e o dom gratuito substitui a lógica do comprar.
A semente do milagre
O milagre inicia
pela generosidade de um jovem. A sua oferta era irrisória diante daquela
multidão esfomeada: apenas 5 pães e 2 peixes colocados nas mãos de Jesus, sem
armazenar, correndo até o risco de passar fome! No entanto, o seu pouco
torna-se fermento de milagre: é o sim humilde de Maria que se entrega
totalmente, é o gesto da viúva que no Templo dá tudo o que tem. O gesto do
jovem é contagioso: convida àquela dinâmica do dom, da entrega da vida, do
dar-se naquilo que se faz. É o primeiro passo de um milagre inimaginável. Este
jovem é ícone do dom infinito do Pai que dá o seu Filho, num amor que não faz
cálculos!
Quando o “meu” pão
se torna o “nosso” pão, então torna-se também origem de milagre, sacramento de comunhão.
Hoje, Deus precisa da tua e da minha “merenda” para saciar o mundo, para
alimentar os outros. Ele multiplicará sempre o gesto de amor até à abundância,
ao excesso, à desmedida.
Todos somos
suficientemente ricos para dar. Se olharmos bem temos tempo, talentos, um pouco
de fraternidade, de paz, de alegria, de justiça,… E, como no relato do
Evangelho, nada será perdido porque nada é demasiado pequeno para não servir de
comunhão. Deus nunca deita fora a nossa vida, nem o mais pequeno gesto, porque
somos demasiado preciosos. Ainda hoje há excessos de milagres espalhados no
nosso quotidiano.
“Tomar, dar
graças e distribuir”
São três verbos que
transformam a nossa vida em
Evangelho. Tomar e receber a vida, as pessoas, um pedaço
de pão, a história. Agradecer e
bendizer por aquilo que se é e se recebe, até as mais pequenas migalhas. E distribuir dando-se, porque cada um só é
rico daquilo que dá, já que a vida não se pode aprisionar nem acumular, apenas
partilhar e viver com os outros. E, quando assim é, a vida sobra em abundância. Assim
vive-se em Eucaristia! E a Eucaristia torna-se vida! E o pão nosso de cada dia
torna-se Evangelho!
Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor Jesus, atento a cada
movimento, a cada dor e fome que me assalta.
Precisas dos meus cinco pães e
dois peixes que, por graça, de Ti recebi…
Precisas o meu estar na
multidão, disponível para a supresa e para a partilha.
Com o meu pouco fazes o
milagre que transborda, a graça da comunhão
e a experiêcia da saciedade.
Tu és o Pão que dá vida, o profeta que havia de vir
ao mundo… À mesa, santado à
Tua beira, quero fazer sempre parte deste banquete.
Viver a Palavra
Vou descobrir o que
em mim são os ”cinco pães e dois peixes a partilhar”.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
XVI Domingo Comum B
Evangelho segundo S. Marcos 6, 30-34
Naquele tempo, os Apóstolos voltaram para junto de
Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus
disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De
facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo
de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades,
acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao
desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela
gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas
coisas.
Caros amigos e amigas, esta cena em que o destino dos
discípulos e o de Jesus é o descanso, acaba por nos fazer descansar no Deus que
nunca descansa até ver a justiça e a paz implantadas entre o seu povo amado.
Interpelações da Palavra
Contaram-lhe
tudo
Marcos
encanta-nos ao revelar-nos um Jesus tão humano, que pode ter os sentimentos que
nós temos, as reações que tantas vezes nos acodem. A humanidade de Jesus, a sua
sensibilidade espontânea, a sua atenção e delicadeza, ressaltam aqui de forma
tão bela! Jesus não é apenas o homem dos milagres estrondosos. Ele é sobretudo
o homem que ajuda a desenterrar o milagre do dia a dia, na vida de cada um. Ele
revela uma ternura maternal com os discípulos: primeiro confia neles, depois acolhe
as suas partilhas entusiasmadas, por fim vela pelo seu cansaço. Imagino a alegria
deles, depois da azáfama missionária, por encontrarem um ambiente assim para
partilhar alegrias e dores, cansaços e êxitos! É muito mais do que um prestar
contas… Apetece-me entrar aqui, no grupo dos discípulos, e contar também a
Jesus como foram as minhas expedições apostólicas, como venci os meus medos e
geri as minhas decepções. Rir com Ele das peripécias, regozijar-me com os sucessos!
Sinto que Ele me compreende, que não me repreende como um patrão arrogante, mas
me educa como pedagogo brilhante. Ainda hoje… sei que Ele confia em mim e me
incita sempre a continuar, mesmo depois de tantos fracassos! Preciso da oração,
de me sentir com o coração da Igreja, haurindo da força comum, partilhando a
vida, trazendo os segredos do mundo, perscrutando a trajectória do olhar do
Mestre…
Chegaram
antes deles
Que
mel teria este Mestre da simplicidade para ter sempre tanta gente à sua
procura? Seria possível que a multidão chegasse ao mesmo tempo que eles,
rodeando o lago a pé, por caminhos inóspitos, pejados de obstáculos, competindo
com o deslizar de um barco na superfície das águas? Isto só nos mostra como é
veloz a esperança e como são vazios de esperança os poderes deste mundo. Marcos
retrata-nos um povo em novo êxodo, saindo do povoado, onde residiam as suas
seguranças materiais e humanas, e escolhendo novamente o deserto. O povo vê
esperança em Jesus que, como ele, não tem onde reclinar a cabeça, mas lhe
mostra o verdadeiro sentido para a vida, não apenas em palavras, mas em gestos
concretos de carinho e solicitude, de atenção, de socorro. Não são as palavras
grandiloquentes de poderosos que confortam os famintos, mas as bagagens vazias
dos que repartem tudo o que têm.
Jesus viu e
compadeceu-se
Imagino
a surpresa de Jesus, ainda mais a dos discípulos ao desembarcar. Marcos menciona
dois preciosos verbos que descrevem o segredo de Jesus para dar esperança a um
povo: viu e compadeceu-se.
Jesus
ia para repousar, mas o repouso de Deus acontece pelo olhar. Como o artista que,
embebido no labor da sua obra, nem se lembra de comer, nem de descansar, também
Jesus deixa que a multidão desorientada entre pelo seu olhar e faça acontecer o
milagre da sua compaixão. Ele não dará esmolas provisórias, mas o palpite para
encontrar a verdadeira riqueza; ele não fará curas temporárias, mas dará o
bálsamo que supera todo o sofrimento. Só então o Deus que “ama a obra das suas
mãos” poderá repousar, quando a sua obra alcançar aquela plenitude de beleza. Os
discípulos aprenderão com Jesus que o seu cansaço nunca será tão grave como as
tribulações de uma multidão sem pastor. Ainda hoje, os discípulos de Jesus são
os que dão de graça o que de graça receberam: o tesouro do Evangelho!
Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Senhor, chego com os “ontens”
de afazeres, conquistas e fracassos, sementes lançadas pelo e no reino…
Chego ao barco, ao Teu regaço
que me espera sempre, acalenta e acalma,
protege da vanglória e convida
ao descanso nos teus braços.
Senhor, tenho saudades deste
encontro, de me deixar embalar pelo som
das Tuas palavras e pela brisa
do Teu Espírito reconfortante e santificador.
Senhor, deixa-me dormir na Tua
paz, mesmo sabendo que em breve
o barco há-de desembarcar na
fome de uma multidão sem pastor
e, de novo, sairei para
partilhar o pão e os peixes.
Viver a Palavra
Vou ter sempre tempo
e espaço para um gesto de caridade, que não tem férias.
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